quarta-feira, 29 de julho de 2009

Solução alternativa


Fonte: Portal BOL

Considerando os acidentes que tem acontecido no automobilismo, quem sabe a saida não seria a utilização de componentes "inteligentes" como este pneu que provavelmente foi treinado para, em caso de se desprender do carro, ir direto pra junto de seus irmãos e reforçar a segurança da pista, em vez de sair por aí ameaçando a vida das pessoas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Laboratório e suas Cobaias




O acidente que vitimou Felipe Massa nos treinos de classificação para o GP da Hungria de Fórmula 1 sábado passado, evidencia a face mais cruel e também a mais obvia do automobilismo: O “esporte” é um grande laboratório onde se experimenta os mais avançados aperfeiçoamentos da indústria automobilística e o preço cobrado de quem se dispõe a ser suas cobaias pode ser alto demais, mesmo considerando o que se paga por tal papel. Isso não é nenhuma novidade mas sempre choca a todos que apreciam esse tipo de competição. A despeito do glamour e do iminente enriquecimento rápido de quem o pratica, o automobilismo de competição oferece riscos que se de um lado estão cada vez mais “controlados”, por outro lado estão e, sempre estarão muito longe de inexistir. A fórmula 1 que assistimos pela TV aos domingos é apenas a ponta de um grande iceberg que envolve inúmeras categorias e competições diversas a cada fim de semana no mundo inteiro. Provavelmente, porém, é na F1 (e em outras categorias de “ponta” como a Indy) que surgem as tecnologias que logo serão incorporadas aos automóveis que conduzimos no dia-a-dia. Desde 1950 quando se realizou o primeiro campeonato mundial da categoria até hoje, inúmeras “inovações” foram criadas para aperfeiçoar a performance dessas maquinas, tanto no que diz respeito ao desempenho quanto no que tange à segurança. Se compararmos os carros que participaram das primeiras competições na década de 50 (os famosos “charutinhos”) que, segundo os próprios pilotos eram verdadeiras “bombas” dirigíveis e praticamente não ofereciam possibilidade de salvação a quem a estivesse pilotando em um acidente mais grave, com os atuais, poderemos verificar a evolução dessas máquinas não só no aspecto físico externo mas principalmente na tecnologia que se desenvolveu, tanto nos seus componentes (motor, suspensão, pneus, aerodinâmica, etc.) quanto nos equipamentos periféricos como ferramentas, pistas, materiais utilizados nos carros e nos equipamento de proteção ao piloto como macacão, luvas e capacete. Os carros da Fórmula 1 “romântica” eram feitos em oficinas de “fundo de quintal” com chapas de aço e rebites, consumiam gasolina de aviação de alta octanagem (extremamente inflamáveis) e seus pilotos contavam com a “proteção” de um capacete (se é que se pode chamar assim) de couro. Hoje a Fórmula 1 usa materiais de altíssima resistência a choques, atritos e fogo como o kevlar e a fibra de carbono, criados inicialmente para utilização em naves espaciais. Os carros e seus componentes são exaustivamente testados em simulações em pistas de testes e túneis de vento a exemplo dos mais modernos aviões de combate e outros veículos de alta performance como os trens-bala. A grande questão, ao meu ver, é que, diferentemente dos laboratórios que desenvolvem tecnologias para aviação, viagens espaciais e equipamento hospitalar, por exemplo, a Fórmula 1 envolve componentes que pode fazer uma grande diferença: a competição sempre presente, a busca constante pelo que se chama de “emoção” e os milhões, muitos e muitos milhões de dólares (e euros) investidos. Tanto que recentemente alguns teams (como a própria Ferrari de Massa) ameaçaram “rachar” a categoria porque a FIA impôs um teto nos gastos das equipes, tentando dessa forma “democratizar” o poder de investimento e, consequentemente, de disputa. A grande pressão dos patrocinadores do “circo” por resultados que evidenciem suas marcas acabam por levar pilotos a pontos cada vez mais extremos de busca por posições, o que aumenta muito o risco de acidentes, a despeito das conquistas tecnológicas que garantem relativa segurança nesses momentos. De tempos em tempos porém, surgem falhas no sofisticado sistema de segurança que envolve a atividade automobilística e, nessas horas a vida de pilotos, mecânicos, fiscais e até espectadores pode ser o preço a ser pago pela inesperada imperfeição. Dois aspectos relativos a segurança me chamaram a atenção nos últimos dias por terem sido causas de gravíssimos acidentes em duas categorias automobilísticas do mais alto nível: O primeiro diz respeito aos pneus dos carros e já fez inúmeras vítimas, muitas delas fatais, tanto entre pilotos, mecânicos e até espectadores. A mais recente delas foi uma jovem promessa do automobilismo, filho do campeão mundial de fórmula 1 John Surtees, Henry Surtees de apenas 18 anos que morreu uma semana antes dos acontecimentos envolvendo Felipe Massa, na Fórmula 2 Inglesa, ao ser atingido na cabeça pelo pneu que se desprendeu do carro de um companheiro que se acidentou à sua frente. O mesmo tipo de acidente já tirou vidas de espectadores na Fórmula Indy, quando um pneu que se soltou de um carro voou tão violentamente que superou o alhambrado indo atingir o público nos Estados Unidos. Por causa de acidentes desse tipo, a Formula Indy criou uma espécie de cabo que segura o pneu (mesmo que ele se desprenda do eixo) evitando que se desprenda totalmente indo atingir terceiros. Nesse sentido, bem que a Fórmula 1 (e outras categorias) poderiam “copiar” a idéia e assim evitarem que vidas se percam futuramente. Na corrida de domingo, por exemplo, o pneu do carro do espanhol Fernando Alonso se soltou depois de um Pit Stop e, o que acabou sendo considerado um acidente “normal” por uma falha da equipe, poderia perfeitamente ter se transformado em uma nova tragédia igual a que vitimou Surtees e os espectadores americanos. Outro aspecto, tão importante quanto o primeiro, além de ter sido causa do acidente de Massa, nos remete a um dos mais tristes domingos dos apreciadores da Fórmula 1: 1º de maio de 1994 quando nós brasileiros (e admiradores do mundo todo) perdemos Ayrton Senna: A proteção da cabeça do piloto. Nos “charutinhos” da Fórmula 1 primitiva, nada absolutamente poderia salvar um piloto que capotasse seu carro. Não havia sequer o que se convencionou chamar de Santo Antônio que é aquela barra em arco acima da cabeça que evita que esta atinja o chão em caso de capotagem e os “capacetes”, como já citei, eram uma peça meramente decorativa. Hoje tanto o cockpit (caixa que envolve e protege o piloto) quanto o capacete, são construídos com materiais de alta resistência e oferecem proteção digamos “suficiente” em vários tipos de choque, fricção, desaceleração, força G (que impulsiona a cabeça para fora das curvas), etc. O que fica demonstrado no acidente de Felipe Massa entretanto ( e aí entra a semelhança com o acidente de Senna) é que, ao contrário das declarações do comentarista da Rede Globo e ex-piloto de Fórmula 1 Luciano Burti que afirmou em um de seus comentários do fim de semana que o capacete resiste até tiro de revólver, a proteção não conseguiu conter uma mola que se soltou do carro de Barrichello e que, pesando 1Kg., atingiu a cabeça de Massa com um impacto de 150Kg., causando a lesão que poderia lhe ter tirado a vida, assim como aconteceu com o pedaço de suspensão que perfurou o capacete e matou Ayrton. Acho que está mais do que na hora de pensarem melhor sobre o assunto e providenciarem uma melhor proteção frontal para a cabeça dos pilotos, assim como o fizeram com a parte do cockpit que protege as pernas após o acidente sofrido por Schumacher no GP da Inglaterra de 1999 e que lhe fraturou esses membros e o tirou de combate naquela temporada. O milionário e glamouroso circo/laboratório da Formula 1 deve essas providências a suas preciosas e caríssimas cobaias e que elas venham antes tarde do que nunca.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Antes e Depois


Você tem fotos danificadas? Manda pra mim que eu posso dar um jeito. Milagre? Não.Com algumas ferramentas de Photoshop a gente dá uma melhorada significativa mas as "lesões" não podem atingir áreas importantes de identificação como os olhos, por exemplo. As fotos acima podem exemplificar. Dá pra melhorar as cores e "retirar" defeitos desde que não estejam exageradamente disseminados. Enfim, vá numa Lanhouse ou gráfica rápida, escaneie a fotografia, salve em formato .bmp ou .jpg e envie somente para o endereço: rubempadrao@bol.com.br e retorno com a análise do documento (se é possível restaurar) e o orçamento. Não jogue sua memória afetiva no lixo sem antes tentar salvá-la. Posso também fazer outras artes como colocação de textos, montagens, cortes, colagem, etc. Consulte.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quem sabe, sabe!



OK! Vamos falar de Drogas


Sempre que acontece algo como o caso Michael Jackson e/ou a dedurada nacional que a TV Globo (a pedido de um "Mané" qualquer) patrocinou esta semana contra os estudantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco, eu observo a inexplicável hipocrisia que ainda ronda esse tema. Não consigo entender porque médicos, pedagogos, imprensa, políticos (esses então!), não conseguem tratar desse assunto da forma mais simples, compreensível e produtiva que existe, ou seja, com a verdade. Apenas porque a(s) igreja(s) dizem que é o "cigarrinho do capeta"? Ou é porque alguns médicos sem memória dizem que dá sapinho, verruga e cabelo na mão?
Quando digo que a hipocrisia é incompreensível é porque todo mundo sabe que o "ilegal" quase sempre é mais organizado que o "legal" e aí eu digo: Se já existe toda uma estrutura organizada não seria melhor fazer como o jogo e "regulamentar"? Pois é, porque o jogo ilegal é sujo, lava dinheiro, ajuda o tráfico e é responsável por toda disgraça que existe. Claro que nesse assunto como em todos os demais existem regra e excessões e as excessões todo mundo sabe o que é e como age mas a "fezinha no bicho" é cultural e nunca matou ninguém; tanto é que A Caixa adotou em parte. Assim sendo não é mais nem pecado nem infração.
Com as drogas acontece a mesma coisa. As "legais" vendem em estabelecimentos comerciais e, com a conhecida ética do capitalismo, necessita apenas que o comprador tenha dinheiro pra adquirir. Ninguém tá preocupado com controle, fiscalização. Se o estabelecimento estiver em dia com os TRIBUTOS, tudo bem. É bom lembrar que as drogas legais matam muito mais que as ilegais (apesar do crack). Alcool, tabaco, anfetaminas, cola, gasolina, medicamentos diversos, matam aos montes mas isso não interessa. O que interessa é que são drogas "legais". Se seu filho morrer de coma alcoólica ou num desses acidentes que matam centenas de jovens a cada dia nas estradas, ninguém vai dizer que ele morreu por causa das drogas, mas se ele fumar um baseado vai ouvir que é responsável pela violência e pelas mortes na guerra da polícia com o tráfico.
Porque não falar a verdade? Que tal "começar do começo"? Você que tem filho pequeno e não sabe como abordar o tema com ele, preste atenção. Seu filho é uma extensão de você mesmo (pelo menos o será por muitos anos da vida). Seja honesto com ele, não lhe esconda nenhuma verdade. Quanto mais for sincero e verdadeiro com ele, ele o será com você. Pra falar de drogas, pegue o dicionário e comece analisando o verbete junto com ele. Mostre a real relação entre "drogas" e drogarias. Diga-lhe que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Pesquise junto com ele diversas fontes e o faça ouvir diversas opiniões para que desenvolva ele mesmo a sua e, principalmente, nunca lhe diga o que fazer, mostre apenas como se faz. A morte de Michael Jackson, pra mim, não tem nenhuma diferença da morte de tantos garotos pelo crack e pela cola. Ambos foram crianças infelizes com a infância roubada e com dificuldades em entender o cruel mundo dos adultos. Hipócrita mundo dos adultos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009