














Esta canção do grande Petrúcio Amorim é daquelas que a gente quer oferecer a todos que se acham o centro da galáxia. Da decepção e da mágoa do poeta e da incompreensão e arrogância de quem preferiu ignorar os sentimentos e o talento de um grande artista, nasceu este desabafo que se não é a canção de amor que gostaríamos de ofertar aos que nos recebem e apoiam, é um recado que, às vezes precisamos dirigir a alguns que conseguem enxergar apenas o próprio umbigo. A bela interpretação de Flávio José torna ainda mais eloquente este discurso de indignação e autoafirmação. Eu gosto, me identifico e por isso a coloquei no meu perfil de blogueiro como a minha canção predileta.












Os franceses chamam o maracujá de "fruit de la passion" . O maracujá "do mato" ou "maracujá brabo" como o chamam os nativos mostra na beleza de suas flores a razão desse título. É difícil ver essa maravilha da natureza e não se apaixonar. Em São Severino de Gravatá elas aparecem nas cercas dos sítios atraindo abelhas, beija-flores e nossa atenção.





Teus Filhos - Gibran Khalil Gibran
Teus filhos não são teus filhos
São filhos e filhas
Da ânsia da vida por sí mesma
Eles vêm através de tí mas não de tí
E embora vivam contigo
A tí não pertencem
Podes dar-lhes teu amor
Mas não teus pensamentos
Pois eles têm seus próprios pensamentos
Podes abrigar seus corpos
Mas não suas almas
Porque suas almas
Moram na mansão do amanhã
Que não podes visitar
Nem mesmo em sonhos.
Podes esforçar-te por ser como eles
Mas não procures
Fazê-los semelhantes a tí.
Porque a vida não recua
E não se demora nos dias passados.
Tu és o arco do qual teus filhos
Como flexas vivas são disparados
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
E estica o arco com toda sua força
Para que suas flechas
Se projetem rápidas para longe
Que a tua inclinação na mão do arqueiro
Seja para a alegria
Pois assim como ele ama a flexa que voa
Também ama o arco que permanece equilibrado