sábado, 25 de outubro de 2008

Frase

"Ostras felizes não fazem pérola."
Rubem Alves - Professor e escritor

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sobre mulheres e flores


"Não envelheças, amiga minha, por mais que os anos te convidem a deixar a primavera; quando muito, aceita o estio."


Machado de Assis

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008



A Primavera é cor…É sonho
É reviver com alegria
A fuga do Inverno tristonho
Passagem para o Verão risonho
Imaginação para a fantasia
*
A Primavera é…De novo vestir
O tempo que antes estava nu
É a natureza e o seu evoluir
A beleza que volta a reluzir
A Primavera…És tu.


josémanangão




A Primavera é…O amor
O renascer o germinar
O principio de cada flor
Perfumando com seu odor
Todos os tempos do verbo amar

A Primavera chegou


"A Primavera"


A Primavera é…O teu sorriso
A tua juventude o teu olhar
É tudo o que eu preciso
Para não ficar indeciso
Quando te vejo passar

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Lançamento


Wolney Mororó traz à luz mais uma de suas criaturas: Causos e crônicas do que vi e ouvi dizer

Quem estiver no Recife amanhã (10.07.08) deve conferir às 19:00 no SITRAJUF (Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal) o que esse sertanejo da Floresta com andanças por todo o sertão, Cariri e agreste (e litoral também), acumulou entre fatos e boatos. O local do lançamento fica na Rua Marques do Pombal, 32 - Santo Amaro (próximo ao SESC com acesso pela Av. Visconde de Suassuna).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Alguma dúvida?



A campanha do Sport Club do Recife na Copa do Brasil foi irretocável . O Leão não tomou conhecimento dos poderosos que se atravessaram em sua frente e caminhou célere à conquista.

Com todo respeito a todos os adversários, estava escrito nas estrelas que este título seria nosso.

E por falar em estrelas, dá licença que vou mandar bordar mais uma dourada em minha camisa.


E que venha a Taça Libertadores das Américas 2009! O Leão está faminto!

Parabéns equipe, diretoria e torcida. Mais uma vez o Brasil está aos nossos pés!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Lux III


E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.

E fez Deus os dois grandes luminares: O luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.

E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.

E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.


Gênesis: Cap. 1 - versículos 3 a 5 e 14 a 19

Lux II


E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

E Deus chamou à luz dia; e às trevas chamou noite.

E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

Lux


E disse Deus: Haja luz: e houve luz

domingo, 27 de abril de 2008

Frase

Amadurecimento : É quando você deixa de considerar o sexo como o prato principal e passa a considerá-lo "a sobremesa". - Rubem Padrão

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008


A tarde

O dia quando amanhece
Convida à disposição
Ao matutino oferece
Ventura e compensação

A tarde chega bem mansinha
Desliza nas sombras presentes
Trazendo outra claridade
Com pouco já se fez ausente

Se chove, molha o asfalto
Fazendo subir o vapor
No ar deixa a umidade
Do clima rouba seu calor

Revela todo o esplendor
Já finda a obrigação
Pra trás deixa o mormaço
Aos pés da escuridão

Presenta à prata lusco-fusco
A noite, que é de calmaria
Consagra toda uma jornada
Com a brisa do fim do dia

Wolney Mororó

Gravatá - Pernambuco - Brasil




Pessoa - Carlos Laerte - junho 1988


O cigarro e a tecla,
lúdicos companheiros na histeria absolutista
dos meus delírios poéticos
tão em mim buscando fuga,
se me agradam tão somente por vaidade,
descrevo o cigarro e apago a tecla.
Pode haver vida textual
se na minha ficção não absorvo poesia?
Irrealidades imagino
mas isso não compõe existência,
ordenando-me em linha reta me fragmento
puro deslize, inútil ensaismo filosófico,
verdadeiro desassossego.
Mas, há outro cigarro e as teclas
uma a uma
transfiguram-se em irriquietos heterônimos
chamando-me abusivamente à vida
pouco a pouco
finjo-me pessoa
me permito amigos estranhos,
ali no mesmo canto, prazerosamente,
ombro a ombro
convivendo em mim quando penso existir.
Marco inutilmente encontros,
colóquios, mesa de bar.
Em conjunto
firmamos projetos
votamos concordatas
porém desculpam-me a todo instante:
a pressa dos dias,
a angustia das noites
sempre há um motivo para as faltas.
Talvéz, se remarcarmos aquele tão desejado encontro,
aquele do bar, lembra?
Não há jeito
o apelo em mim
tão de mim buscando
é só espera.
São demais os intérpretes,
e o tempo se encarrega desencontradamente
dos meus originais,
ora espalhados ombro a ombro entre o cigarro e as teclas;
ora espelhados entre pessoa e pessoa, na metade que busco entender.
Ontem tive uma idéia que o outro não viu nascer.
Apaguei rapidamente o cigarro
ascendí à tecla
e fantasiado
pessoalmente em pessoa
cheguei em mim tão inteiro e absoluto
que da minha aldeia me fiz rei
coroado e aclamado por muitos,
cortejado e possuído por muitas
que pensava não existir.
E foi tão grande a festa
tão profunda a sesta
que ao despertar deste encanto
num conto renascí.
Lá me contaram uma história de um certo rei
despótico de si
abusivamente reinou anos a fio
construindo avenidas
tecendo paralelas
e por coincidência
pura coincidência
não lembro se era noite ou dia
sendo deposto por conta
e em contos
num motim organizado sabe-se lá por quem,
lá pras bandas da transversal do tempo.
Há! O que pode pessoas em motim?


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Flor da Paixão

Os franceses chamam o maracujá de "fruit de la passion" . O maracujá "do mato" ou "maracujá brabo" como o chamam os nativos mostra na beleza de suas flores a razão desse título. É difícil ver essa maravilha da natureza e não se apaixonar. Em São Severino de Gravatá elas aparecem nas cercas dos sítios atraindo abelhas, beija-flores e nossa atenção.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Nova fornada


Saindo do forno ainda quentinho: "Rio que Passa". Escritos e Olhares do meu querido "irmão" jornalista, poeta, publicitário e galã do Vale do São Francisco, Carlos Laerte. Coletânea de textos e fotos recolhidos ao longo de 17 anos de atuação na área de comunicação, Rio que Passa é o sexto trabalho literário de Laerte que também escreveu: "Suspiros de Imaginações" e "Sementes" (em parceria com Lênio Ferraz), "Poemando", "O Quarto" e "70 anos da Marinha no Vale do S.Francisco e Outras Histórias (com Isabel Figueredo).

O lançamento (no Recife) será nesta quinta-feira 06.12.2007 às 19h. na Livraria Arraial (Estrada do Arraial, 2350 - Tamarineira) e contará ainda com apresentações musicais de Rosana Simpson, Reinivaldo Pinheiro e Maciel Melo.

Em Petrolina, o evento acontecerá dia 13.12.2007 na Biblioteca Municipal Cid Carvalho.

Vale a pena conferir!

Só me resta parabenizar Carlos Laerte por mais este empreendimento e desejar-lhe muito sucesso.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A alma da árvore


Acho que poucos artistas têm o privilégio de trabalhar com madeira colhida do próprio jardim. Claro que não planejei isso. Mas não poderia deixar se perder esse material que acabou sobrando da queda de meu pinheiro. Não é uma árvore que fornece madeira em abundância e nem é madeira de lei. Mas aproveito pra fazer matrizes que permitirão moldar peças em materiais mais resistentes e duradouros. Além disso, poderei confeccionar um artefato que sempre quis ter: um pilão.

No primeiro caso, estou produzindo (como pode se ver na foto), matrizes de peças de xadrez que serão fundidas em metal ou concreto. No segundo caso, farei um pilão pra fazer fubá e moer café no interior. De qualquer forma, não foram em vão os quinze anos que cultivei esse belo vegetal que foi referência na minha casa. Afinal, existem outras aplicações para um pinheiro além de servirem meramente de "árvores de natal".

In Memorian


Poucas pessoas que passaram por mim foram tão intensas na arte de viver. poucas foram tão fundo no poço das ilusões reais da vida. Passei dias e dias pensando qual seria a forma melhor de prestar esse tributo a tão ilustre e tão querido amigo desaparecido, ou melhor, desapegado, desencarnado, imortalizado. Pois não se enganem, ele foi alí mas já voltou. Foi alí na esquina do Mercado da Boa Vista se encontrar com Chico Espinhara e Israel Semente pra dar umas bandas por aí mas já está de volta. Eu o ví no dia 7 de setembro, quando amigos poetas o homenagearam. Ele estava lá. Não apenas no vídeo apresentado, onde sua voz rouca nos deliciava com seus poemas tão ácidos quanto verdadadeiros, mas com sua luz a nos guiar nesse obscuro e hipócrita mundo dos vivos. Ele saiu de cena pra entrar de vez nos nossos corações e nas nossas almas.

Polêmico, atrevido, audaz, inteligente, generoso e doce pra citar apenas alguns adjetivos que o definiriam. Tão doce ao ponto de me ofertar uma fotografia 3 X 4 com a singela dedicatória: "Ao amigo Padrão com estima, Erickson Luna". Sua grandeza não cabia na compreensão dos medíocres a quem atacou com fúria. Seu despojamento a despeito de tão rara inteligência incomodava os puristas "caretas", mas as lições de vida e de dicernimento que deixou em seu rastro de luz hão de ecoar eternamente pelos becos dessa combalida cidade. Quer no Beco da Fome, no Pátio de São Pedro, no Espaço Pasárgada, em Olinda, enfim, nas mesas sagradas dos bares que adorava freqüentar. E aquí também, nesse blog onde vez em quando contarei uma das suas. Será, ou melhor, continuará sendo meu sócio nos papos e nos drinques e tenho certeza que todos vão adorar.

Vai amigo, reune a moçada que já chegou, pede um quartinho, um ponche e separa um banquinho que um dia a gente se reencontra pra botar o papo em dia. Por enquanto, vou tomando umas por aquí e se antes eu dava uma prum santo qualquer, agora tenho o "meu" santo : à nossa, São Erickson Luna!