quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
A Maxambomba
Antes porém de começarem a rodar os bondes da Pernambuco Street Railway Company pelos "arrabaldes" do Recife, a cidade recebeu os serviços de um meio de transporte que foi durante mais de meio século um de seus ícones: A Maxambomba (vulgo que recebeu um tipo de pequeno trem construido especialmente pra rodar em cidades). Destinava-se a atingir os bairros mais distantes como Várzea e Apipucos/Dois Irmãos e também a cidade vizinha de Olinda. Nessas regiões o sistema de transporte era deficiente a despeito do grande número de habitantes de sítios e suburbios.
O Bonde Chegou!

F.C.P. linha para Afogados e (Giquiá), no Jiquiá, primeiro campo de pouso do Recife
onde posteriormente (1930) veio pousar e atracar o dirigível alemão Graf Zeppelin.
Dos ônibus a "muar", o Recife passou a ser servido por bondes tracionados por burros. Em
19.03.1870 foi assinado um contrato entre a "Presidência da Província" e um "contratante"
escolhido em concorrência pública que foi incumbido do:
"estabelecimento de um sistema de
carris de ferro que nos termos da lei provincial nº879 de 25.06.1896, ligue a capital
desta província com os seu suburbios, para os quais não estejam já estabelecidos os
trilhos urbanos, e una os demais pontos limítrofes da mesma capital"
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Onde tudo começou
Apipucos estava no auge, pelo verão com os "onibus" do SayleEste foi o primeiro tipo de transporte coletivo terrestre que circulou no Recife. Eram as diligências, aqui também chamadas de ônibus". Substituiram parcialmente o transporte fluvial que originalmente servia a cidade. Antes da construção das primeiras pontes, as "barcaças" transportaram de tudo (cargas e passageiros). Eram a única forma de transporte possível numa cidade insular, cortada por rios, riachos e canais.
O historiador Mário Sette em seu livro ARRUAR - História pitoresca do Recife antigo - Coleção Pernambucana - Governo do Estado dePernambuco - 1978 (3ª edição), registrou assim a chegada do novo meio de transporte na cidade:
"A primeira condução coletiva puxada a muar, no Recife, foi a diligência, que se chamou também ônibus. Puxado por quatro cavalos e tendo, às vezes, dois andares. O de cima apreciado nas noites de luar ou tardes de verão. Corria-se para o Monteiro, Manguinho, Casa Forte, Apipucos, partindo do Largo da Matriz de Santo Antônio, em certa época. Houve vários exploradores desses serviços, como por exemplo o inglês Thomas Sayle, que avisava estar correndo o "seu excelente e enfeitado ônibus com famosos cavalos e bem conhecidos cocheiros".
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Nota do Administrador
A reportagem abaixo publicada foi reproduzida do site Novo Milênio - http://www.novomilenio.inf.br/ sob o título: BONDES NO BRASIL - Recife/Pernambuco e é assinada por Carlos Pimentel Mendes
Bonde elétrico no Recife, em foto cedida pelo pesquisador estadunidense Allen MorrisonMuitos dos bondes abertos foram reconstruídos como modelos fechados de luxo para uma nova linha até a praia de Boa Viagem, inaugurada em 25/10/1924. Uma rota havia sido também planejada para Jaboatão, 8 km a Oeste de Tegipió, mas nunca foi construída. Na década de 1920, a Pernambuco Tramways operava 130 veículos motorizados e 110 reboques em 141 km de linhas, o terceiro maior sistema urbano de bondes no Brasil.
A partir de 1930, começaram a circular no Recife veículos fechados que o público apelidou de zépelins. Mas, a partir do final da Segunda Guerra Mundial, o sistema de bondes declinou rapidamente. A linha da área insular do Recife até Santo Antônio foi eliminada em 1951, e o último bonde na cidade rodou de Boa Vista a Madalena - onde o primeiro veículo tracionado por cavalos tinha circulado 80 anos antes - em março de 1954. Políticos locais acusaram a Pernambuco Tramways de quebra de contato e forçaram o reinício do serviço, com um veículo aberto simples rodando um dia apenas, de Boa Vista a Fundão, em 1960. O bonde 104 foi o último preservado em um parque na margem do rio, na Rua da Aurora, e transferido para o Museu do Homem do Nordeste em 1985. Em 15/6/1960, a nova Companhia de Transportes Urbanos inaugurou o sistema de trólebus, que chegou a operar em nove rotas em 1980. Novas rotas de trólebus foram abertas em 1982. O serviço ferroviário suburbano,com locomotivas a diesel da Estação Central até Jabotão (20 km) e da Estação Cinco Pontas até Cabo (30 km)começou a ser eletrificado, operando como metrô interurbano a partir de 9/3/1985.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Apesar de seu espírito pioneiro, Recife foi a última das grandes capitais brasileiras a instalar bondes elétricos,depois de 21 outras cidades no Brasil. Isso ocorreu em 1912, com a Pernambuco Tramways & Power Company, criada em Londres em 24/1/1913, que iniciou os testes em 11/1913 e inaugurou a primeira linha elétrica (da área insular do Recife até Boa Vista, através da península de Santo Antônio) em 13/5/1914. A linha de bondes a vapor para Olinda foi eletrificada em 12/10/1914 e a tração elétrica chegou a Várzea no ano seguinte. Os bondes a vapor para Dois Irmãos e Arraial foram substituídos por linhas elétricas em 1917 e o último deles rodou no Recife, até o Beberibe, em 1922.quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A imagem acima (da coleção do pesquisador Allen Morrison, de New York), é de um cartão postal do início do século XX, que circulava ainda em 1954, com a estação dos bondes junto ao Arco de Santo Antônio.Destaca o especialista estadunidense Allen Morrison que Recife foi a segunda cidade brasileira (depois do Rio de Janeiro) a operar bondes a vapor, podendo ter sido a primeira no mundo a operar locomotivas a vapor construídas especialmente para rodar nas ruas. As duas primeiras dessas locomotivas foram construídas em 1866 pela Manning Wardle & Co. (de Leeds, Inglaterra) para a empresa inglesa Brazilian Street Railway, que no Brasil foi conhecida como Estrada de Ferro de Caxangá. A primeira linha de bondes a vapor, entre o porto e o bairro Apipucos, foi inaugurada em 5/1/1867, com bitola de 1.219 mm (4 pés), sendo nesse ano estendida ao bairro Dois Irmãos e em 24/6/1870 a Caxangá. Um ramal para Arraial (Casa Amarela) começou a funcionar em 24/12/1871.
Outra linha, com bitola de 1,4 metro, foi instalada com capitais brasileiros da Trilhos Urbanos do Recife a Olinda e Beberibe, sendo inaugurada em Olinda a 20/6/1870, com o acréscimo no mês seguinte da rota para o rio Beberibe, usando também locomotivas inglesas da Manning Wardle e carros de passageiros fabricados por John Stephenson em New York. Uma rota mais direta para Caxangá foi construída em 1885 e os trilhos passando por Dois Irmãos foram removidos. Os bondes a vapor rodaram no Recife até a Primeira Guerra Mundial.
A Pernambuco Street Railway, depois Ferro-Carril de Pernambuco, abriu uma linha com tração animal para Madalena em 22/9/1871. Os primeiros veículos eram fechados como os ônibus locais e assim eram chamados de ônibus pelo público. Quando a empresa instalou luzes elétricas, os passageiros rebatizaram os bondes como electroburros. Usava-se então a mão de direção inglesa, pela esquerda da rua, como se pode notar na foto abaixo, e animais extras eram colocados ao longo do caminho para reposição dos que se cansassem:
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Recife, capital do estado de Pernambuco, foi visitada em 11 de dezembro de 1928
pelo escritor brasileiro Mário de Andrade (1893-1945), quando viajava como cronista do Diário Nacional,
obrigando-se a enviar diariamente textos para a coluna "O Turista Aprendiz".
O bonde é o centro dessa composição fotográfica de linhas e sombras que o escritor modernista captou
com "Codaque", como ele designava a sua câmera Kodak.
A imagem foi publicada em "Mário de Andrade, Fotógrafo e Turista Aprendiz", editado em 1993 pelo Instituto
de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP), em comemoração ao centenário de nascimento do escritor..
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